
FILOSOFIA MODERNA E SUAS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS
Filosofia moderna é toda a filosofia que se desenvolveu durante os séculos XV, XVI, XVII, XVIII, XIX; começando pelo Renascimento e se estendendo até meados do século XIX, na filosofia
moderna o que
chamamos de mentalidade moderna advém das transformações culturais, sociais,
religiosas e econômicas que ocorreram na Europa deste período.
Os historiadores da filosofia designam como filosofia moderna aquele saber que se desenvolve na Europa durante o século XVII tendo como referências principais o cartesianismo — isto é, a filosofia de René Descartes —, a ciência da Natureza galilaica — isto é, a mecânica de Galileu Galilei —, a nova idéia do conhecimento como síntese entre observação, experimentação e razão teórica baconiana — isto é, a filosofia de Francis Bacon — e as elaborações acerca da origem e das formas da soberania política a partir das idéias de direito natural e direito civil hobbesianas — isto é, do filósofo Thomas Hobbes.
Esta filosofia possui algumas características que são conseqüências da perda de contato com as grandes sínteses surgidas no século XIII, sendo as principais as seguintes:
Os historiadores da filosofia designam como filosofia moderna aquele saber que se desenvolve na Europa durante o século XVII tendo como referências principais o cartesianismo — isto é, a filosofia de René Descartes —, a ciência da Natureza galilaica — isto é, a mecânica de Galileu Galilei —, a nova idéia do conhecimento como síntese entre observação, experimentação e razão teórica baconiana — isto é, a filosofia de Francis Bacon — e as elaborações acerca da origem e das formas da soberania política a partir das idéias de direito natural e direito civil hobbesianas — isto é, do filósofo Thomas Hobbes.
Esta filosofia possui algumas características que são conseqüências da perda de contato com as grandes sínteses surgidas no século XIII, sendo as principais as seguintes:
1. Individualismo: quer dizer, a tendência a descuidar da tradição para
acentuar o caráter pessoal do próprio pensamento. A
filosofia medieval, caída em descrédito, é comumente ignorada ou conhecida
superficialmente. Os novos filósofos não crêem que valha a pena obter
conhecimentos profundos acerca de uma doutrina que todos consideram superada.
Daqui a tendência a construir cada um uma síntese total desde os fundamentos, e
daqui também a multiplicidade de sistemas, aliás contraditórios entre si.
Nasce
desta maneira uma alteração do conceito de verdade filosófica que
se contamina com o de
2. Originalidade: contaminação não declarada, mas
real. Concebe-se a originalidade mais como novidade que como 're-pensamento', penetração e
desenvolvimento progressivo de um núcleo já discutido e aceito. A filosofia
tende deste modo, a apresentar-se
como uma revelação, uma
manifestação da individualidade de cada filósofo,
fracionando-se nas várias 'visões de mundo', condicionadas pela
capacidade engenhosa de cada personagem e de cada nacionalidade.
A
originalidade da filosofia traz consigo outro caráter a mais
3. A liberdade de procedimento: não somente no sentido de
independência da doutrina revelada, mas também no sentido de falta de preocupação demonstrativa;
as obras filosóficas dos tempos modernos têm uma forma expositiva e,
frequentemente, mais que demonstrar, sugerem; mais que persuadir,
sugestionam.
De
tudo isso pode-se inferir que o significado,
a validade das
diversas sínteses da filosofia moderna não está na sua integridade de síntese,
mas somente naquelas doutrinas parciais e naqueles aspectos também parciais que
constituem, de fato, não um abandono, mas um estudo mais profundo e um
desenvolvimento de elementos que podem enriquecer as grandes linhas da síntese
filosófica realista, objetiva, verdadeira.
Não há como educar fora do mundo. Nenhum educador, nenhuma instituição educacional pode colocar-se à margem do mundo, encarapitando-se numa torre de marfim. A educação, de qualquer modo que a entendamos, sofrerá necessariamente o impacto dos problemas da realidade em que acontece, sob pena de não ser educação. Em função dos problemas existentes na realidade é que surgem os problemas educacionais, tanto mais complexos quanto mais incidem na educação todas as variáveis que determinam uma situação. Deste modo, a “Filosofia na educação” transforma-se em “Filosofia da Educação” enquanto reflexão rigorosa, radical e global ou de conjunto sobre os problemas educacionais. De fato, os problemas educacionais envolvem sempre os problemas da própria realidade. A Filosofia da Educação apenas não os considera em si mesmos, mas enquanto imbricados no contexto educativo.
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