domingo, 20 de maio de 2012

O que você entende por Filosofia da Educação?

O que você entende por Filosofia da Educação?


Na verdade eu não estudei filosofia no Ensino Médio. Mas estou estudando agora na faculdade. Durante este mês fui obrigado a entender um pouco sobre a bendita filosofia moderna, filosofia de vida e agora sobre a filosofia da educação, diante deste aparato de informações pesquisei sobre o um livro chamado Curso de Filosofia, muito interessante este livro, de Antonio Rezende.
Sobretudo é difícil explicar "o que é filosofia" porque quando se pergunta a três químicos "o que é química", eles irão dar respostas semelhantes, mas quando se pergunta a três filósofos "o que é filosofia" as respostas sairão pela tangente, alguns ficarão mudos por um tempo ou dar respostas diferentes mas todas válidas a questão. Porque perguntar "o que é química" não é uma questão de química, já "o que é filosofia?" é uma questão filosófica.
            Penso eu que filosofia (shopia = sabedoria, philos = amigo) é a arte de pensar e questionar tudo que há a nossa volta, e FUNDAMENTAL pro enriquecimento do conhecimento humano. Portanto ao se tratar da Filosofia da Educação não podemos deixar de citar que a Filosofia é um ramo do conhecimento que pode ser caracterizado de três modos: seja pelos conteúdos ou temas tratados, seja pela função que exerce na cultura, seja pela forma como trata tais temas. Com relação aos conteúdos, contemporaneamente, a filosofia trata de conceitos tais como: beleza, justiça, verdade. Mas, nem sempre a filosofia tratou de temas selecionados, como os indicados acima. No começo, na Grécia, a Filosofia tratava de todos os temas, já que até o séc. XIX não havia uma separação entre ciência e filosofia. Assim, na Grécia, a filosofia incorporava todo o saber. No entanto, a filosofia inaugurou um modo novo de tratamento dos temas a que passa a se dedicar, determinando uma mudança na forma de conhecimento do mundo até então vigente.
            Contudo o conhecimento científico por sua própria natureza torna-se suscetível às descobertas de novas ferramentas ou instrumentos que aprimoraram o campo da sua observação e manipulação, o que em última análise, implica tanto na ampliação, quanto no questionamento de tais conhecimentos. Em minha opinião as crianças são os maiores filósofos, pois elas perguntam por tudo e somos nos que a limitamos pois erroneamente acabamos achando chata aquela criança que pergunta muito, depois temos dificuldade de aceitarmos que não sabemos todas as resposta e muitas vezes acabamos contando mentiras para elas. Em suma a Filosofia da Educação se resume no contexto de que a filosofia surge como "a mãe de todas as ciências". Didaticamente, a Filosofia divide-se em:
Lógica: trata da preservação da verdade e dos modos de se evitar a inferência e raciocínio inválidos.
Metafísica ou ontologia: trata da realidade, do ser e do nada.
Epistemologia ou teoria do conhecimento: trata da crença, da justificação e do conhecimento.
Ética: trata do certo e do errado, do bem e do mal.
Filosofia da Arte ou Estética: trata do belo.







EM QUE CONSISTE A “TEORIA DOS DOIS MUNDOS” DEFENDIDA POR PLATÃO?


            Ao realizar a leitura no material proposto entendi que  Platão foi discípulo de Sócrates e durante sua vida conheceu e se aprofundou nas teorias de dois grandes filósofos pré-socráticos, Heráclito de Éfeso e Parmênides de Eléia, os quais possuíam ideias antagônicas.           Analisando Heráclito, Platão considerou corretas as percepções do mundo material e sensível, das imagens e opiniões. Chegou à conclusão que Parmênides também estava certo ao exigir que a Filosofia se afastasse desse mundo sensível, para ocupar-se do mundo verdadeiro, visível apenas ao puro pensamento.
Platão coloca também uma questão dento de sua concepção de mundo sensível, o tempo. Para ele, o tempo consiste numa espécie de imagem móvel do eterno, nascida junto com o mundo. O tempo não existia antes da criação do mundo. Com isso, pode-se perceber uma estrita relação do tempo com as coisas que compõem o mundo. Ambos são criações de um mesmo artífice, oriundas de uma esfera inteligível.
Com base nas ideias de Sócrates, de quem Platão aproveita a noção delogos, ele cria a teoria platônica e a distinção dos mundos sensíveis e inteligíveis.
            Platão afirma haver dois mundos diferentes e separados: o mundo sensível, dos fenômenos e acessível aos sentidos; e o mundo das ideias gerais (inteligível), "das essências imutáveis, que o homem atinge pela contemplação e pela depuração dos enganos dos sentidos".
            Segundo ele é no mundo das ideias é que moram os seres totais e perfeitos: a justiça, a bondade, a coragem, a sabedoria, etc. Fora do mundo das ideias, tudo o que captamos através dos nossos sentidos possui apenas uma parte do ser ideal. O mundo sensível, portanto, é um mundo de seres incompletos e imperfeitos.
             A teoria apresentada por Platão, embora tenha deixado algumas perguntas em aberto e algumas respostas ainda hoje não totalmente compreendidas é, sem dúvida, um grande marco para a Filosofia.



segunda-feira, 14 de maio de 2012






TEORIA DA MAIÊUTICA DEFENDIDA POR SOCRATES


A  Maiêutica  de Sócrates consiste em perguntar, em interrogar, em inquirir:  “O que   é isto? O que significa?”  E isto ele faz andando pelas ruas, pelas praças, indagando das pessoas.
A maiêutica de Sócrates conduz o interlocutor a descobrir paulatinamente o conhecimento sobre o objeto de discussão. No caso de Sócrates que supunha haver ideias inatas, a maiêutica consistia, mais precisamente, em fazer recordar, despertando os conhecimentos virtualmente possuídos. Como método, a dialética vinha sendo praticada pelos últimos pré-socráticos, como Zenão de Eléia e especialmente os sofistas. Sócrates imprime a ela uma peculiaridade própria, em vista de seu temperamento irônico e seu propósito de combater os sofistas. Além disto, a maiêutica era caracterizada pela sua concepção inatista, bem como pelo fato de havê-la denominado em função à profissão de sua mãe, que era parteira.
Sócrates foi, sem sombra de dúvida, um dos Homens mais sábios que já passaram pela Face da Terra. Ainda o é, uma vez que suas idéias se perpetuam até hoje em nossa sociedade, já que ele mesmo dizia que o Sócrates  que seus discípulos conheciam ou deviam conhecer não morreria nunca, que a Idéia que ele  encarnava, não era dele, mas imortal e universal.
    O método socrático, como é denominado, consiste numa dialética, em que a discussão se desenvolve em dois tempos, - a ironia e a maiêutica. A ironia socrática consiste em perguntar, fingindo desconhecer o assunto (= dúvida fictícia e metódica), com vistas a refutar a tese contrária e preparar a tese verdadeira.
            Vamos conhecer agora o filósofo Sócrates. Certamente todos vocês já ouviram falar dele. Trata-se do mais importante pensador grego, responsável por mudar completamente os rumos da civilização ocidental. Ele exerceu, também, uma considerável influência na política de Atenas. Apesar de toda a sua sabedoria, Sócrates não deixou nenhum texto escrito. Tudo o que sabemos sobre a sua vida e o seu pensamento foi escrito por seus discípulos, dentre eles Platão e Xenofonte. Defensor da Razão como única via de acesso ao conhecimento, Sócrates desenvolve um método próprio de análise filosófica. Este método é denominado de “maiêutica” (em grego “parto das idéias”), cujo objetivo é possibilitar ao homem o conhecimento de si mesmo. Mas, afinal, em que consiste a “maiêutica”? Consiste em “fazer perguntas e analisar as respostas de maneira sucessiva até chegar à verdade ou contradição do enunciado” (TELES 1995, p. 31). Desta forma, este método faz com que as pessoas comecem a pensar a partir daquilo que não conhecem, ou seja, pela ignorância. Daí a sua famosa frase: “eu só sei que nada sei”.





MÉTODO "PEDAGOGIZADOR" E A PRÁTICA EDUCACIONAL VOLTADA PARA INTERSUBJETIVIDADE.




Conforme o material indicado sobre o “todo Pedagogizador” nota-se que o mesmo se resume a instruir, reproduzir um tipo de conhecimento que não é relevante para as reais necessidades do aluno. A ciência a ser ensinada significa submeter os conteúdos científicos a objetivos explícitos de cunho ético, filosófico, político, que darão uma determinada direção (intencionalidade) ao trabalho com a disciplina e a formas organizadas do ensino. Assim, a prática da intersubjetividade no campo da educação supera o modelo “pedagogizador” ao produzir indivíduos mais livres, autônomos, capazes de avaliar seus atos à luz dos acontecimentos, à luz das normas sociais legítimas e legitimadas pelos processos jurídicos e políticos, usando suas próprias cabeças, e tendo propósitos lúcidos e sinceros, abertos à crítica.





A prática da intersubjetividade segundo a proposta da Teoria da Ação Comunicativa permite a conciliação de dois mundos: o mundo do sistema e o mundo da vida, onde a teoria e a prática estão interligadas  através de ações concretas, numa dinâmica comunicativa entre os atores envolvidos visando novas racionalidades. Nesse sentido, um modelo de educação calcado na intersubjetividade é o mais apto para a construção de pessoas realmente esclarecidas, criativas e autônomas.  
Ao falarmos de uma educação guiada pela intersubjetividade, temos em vista a valorização social, política, econômica e ética de uma reflexão sobre os rumos da educação na complexidade das sociedades contemporâneas. Nesse sentido, a tarefa da educação é desafiar essas complexidades mediante o agir comunicativo. A educação deve contribuir significativamente com o processo de desenvolvimento do aluno a partir da interpretação e análise crítica dos fenômenos culturais do seu cotidiano, levando-os ao exercício de uma prática de saber construtivo à sua vida.
Nesse processo interpretativo crítico, o educador e os educando devem discutir aquilo que é pré-estabelecido como certo, errado, bom, ruim, melhor, pior. Nesse sentido, a filosofia passa a ser requisitada pelo seu papel crítico e cultural de reconstrução permanente da realidade, uma vez que não faz mais sentido a busca por certezas permanentes. A escola deve levar em consideração as mudanças que ocorrem na sociedade, discutindo inclusive, o modelo técnico-científico pautado pela razão instrumental, no sentido de preparar o educando para lidar com os fenômenos que dele surgem, como por exemplo, a globalização, a crise econômica e a política de mercado.





sexta-feira, 4 de maio de 2012






ANALISE DO PENSAMENTO EDUCACIONAL DE PLATÃO E ARISTÓTELES


PLATÃO seguindo o seu mestre Sócrates tem como proposta educacional uma relação estreita entre Política, Conhecimento e Educação. Quando sugere o sentido da Educação como Paidéia (Educação integral – corpo e alma), como um meio de construção de uma república ideal, sedimentada no Bem, no Justo e no Belo, ele dá um caráter muito parecido com o que entendemos de educação hoje. Platão aponta uma perspectiva que ainda alimenta a mística da educação como promoção e qualidade do ser. Ou seja, uma coletividade justa e voltada para o bem nasce de um processo em que os indivíduos são educados para a construção Justiça, embora ela nem sempre seja fácil de ser conceituada, fundamentada ou mesmo justificada pela argumentação. Certamente que as repúblicas que se fundaram a partir do horizonte utópico da república modelo se construiriam em perspectivas diferentes em que a justiça, o bem e o belo seriam os fios da permanência desse estado perfeito de organização da Pólis, garantidos pela educação integral do ser humano. È nesse sentido que o pensamento educacional de Platão fixou-se nessa necessidade e possibilidade de qualificação do ser para vida coletiva. Definitivamente não há senso coletivo sem o empreendimento educacional.
Já ARISTÓTELES aponta na Politéia, de Homero, há uma proposta educacional muito curioso, pois os deuses têm características humanas. Não só formas, mas atitude humana como ciúme, raiva, amor etc. Isso já dá uma perspectiva interessante, ou seja, se investimos na qualificação do nosso ser, através da educação, podemos alcançar um nível mais elevado de nossa existência, muito embora não tenhamos o dom da imortalidade, podemos nos assemelhar aos deuses na busca do conhecimento. Nesse sentido é que nasce aquilo que chamamos de estética da existência. Cada ser humano assume a sua autoconstrução como se fosse uma obra de arte. Com isso, a educação vai perdendo herança divina para assumir um caráter de finalidade humana. E Aristóteles tem uma compreensão dialética da educação e, ao mesmo tempo, uma espécie de sistemática de tudo o que foi dito e entendido sobre o assunto Grécia Antiga e Clássica. Para ele, não há problema com a política de (Platão) ou com o discurso de (Sócrates), desde que esses sejam acompanhados pela sua ética. Esse caminho apontado por Aristóteles mostra que ele instituiu no fato de que a educação ou o processo de conhecimento leva o ser humano a buscar o meio termo, a temperança, nem muita festa nem de menos. Percorrido pelo bom uso do conhecimento. Isto só acontece pela virtude obtida pela educação das novas gerações numa perspectiva de construção interior da pessoa.
Em suma, para Platão o problema da Educação que remete à justiça é o da desigualdade entre os homens, os homens não são iguais e tem que obedecerem à ordem que a natureza impõe. Buscando uma organização educacional do Estado, então a justiça consiste em determinar a função de cada cidadão dentro da cidade. Somente por meio da justiça poderá o homem alcançar a felicidade. Hoje em dia a Educação que buscado nas estancais públicas e particulares usa em parte a filosofia de Platão que busca uma educação integral para o homem, que está educação propõe a busca de um caráter de conhecimento justo e bom. Procura educar a pessoa para boa convivência na cidade, respeitando a lei para boa política nas cidades. E por isso que muitas de nossas escolas reproduzem a filosofia de Platão por ser necessário que muitas pessoas vivem nas cidades e boa conduta propõe fazem com que as cidades uma convivência fraterna. Já Educação proposta por Aristóteles não fogem da Educação de Sócrates e Platão, mas ele vai amparar o seu processo educacional na Ética, como virtude. Porque o homem cria seu próprio conhecimento como se fomos deuses, não mais místicos e sim que a virtude da ética funciona para que homem como temperança e constrói seu próprio caminho para uma virtude em sociedade. Finalmente pode-se dizer que os dois filósofos Platão e Aristóteles influenciaram a educação por meio da virtude, ética e do conhecimento da vida e da sociedade onde vivem o aprendiz no seu cotidiano.  

ONTOLOGIA

O termo ontologia é originário da filosofia grega. É um ramo da filosofia que lida com a nossa constituição mais íntima, isto é, com o nosso ser. Esse termo foi introduzido por Aristóteles para desenvolver um conhecimento, uma ciência do Ser, da Essência humana.
Ontologia é a parte da filosofia que trata da natureza do ser, da realidade, da existência dos entes e das questões metafísicas em geral. A ontologia trata do “ser enquanto ser”, isto é, do ser concebido como tendo uma natureza comum que é inerente a todos e a cada um dos seres. Enquanto a epistemologia refere se ao conhecer, a ontologia refere se diretamente ao ser em sua essência. Atualmente, diz-se que a ciência pós-moderna possui vocação ontológica. Em vez de interferir nos aspectos externos com o objetivo de fazer da técnica uma extensão do homem a ciência pós-moderna passa a interferir diretamente nas suas características internas, na essência do ser, com o objetivo de remodelá-lo, aperfeiçoá-lo e, até mesmo, em certo sentido, “fabricá-lo”.  

Fonte: http://pt.shvoong.com/humanities/philosophy/1915591-conceito-ontologia/#ixzz1txC2XPXc





O RACIONALISMO


Diante das pesquisas feitas constatamos que René descartes é considerado o pai da filosofia moderna. A presença de Descartes no cenário moderno marca decididamente toda a história do pensamento filosófico. Ele delimita a modernidade: o surgimento do subjetivismo como apelo ao homem criador, denominador e conquistador da natureza – homem pensante. Descartes afirmava que, para conhecermos a verdade, é preciso, de início, colocarmos todos os nossos conhecimentos em dúvida, questionando tudo para criteriosamente analisarmos se existe algo na realidade de que possamos ter plena certeza. Com isso iniciou seu projeto perguntando-se sobre como é possível conhecer a realidade? E sua resposta foi clara: só podemos conhecer a realidade pela razão. A isso chamamos de RACIONALIDADE.
René Descartes (1596-1650), conhecido também como Cartésio, tem um “pé” dentro da filosofia moderna, onde desejava encontrar um método que não fosse o aristotélico, e que lhe permitisse um caminho para novos descobrimentos. A matemática influiu decisivamente no método cartesiano. A “dúvida metódica” levou à afirmação do “Penso, logo existo”. Descartes estabeleceu algumas regras para seu método cartesiano, dentre elas encontramos a de não admitir coisa alguma como verdadeira, desde que saiba com evidência que o é; dividir em quantas partes for possível cada dificuldade, para assim melhor encontrar uma solução; conduzir os pensamentos ordenando dos mais simples e fáceis de conhecer, e gradualmente, chegar aos mais compostos; fazer recontagens e revisões tão gerais, que chegue a estar certo de não ter omitido nada.

O EMPIRISMO


A doutrina do empirismo foi definida explicitamente pela primeira vez pelo filósofo inglês John Locke no século XVII. Locke argumentou que a mente seria, originalmente, um "quadro em branco", sobre o qual é gravado o conhecimento, cuja base é a sensação. Ou seja, todas as pessoas, ao nascer, o fazem sem saber de absolutamente nada, sem impressão nenhuma, sem conhecimento algum. Todo o processo do conhecer, do saber e do agir é aprendido pela experiência, pela tentativa e erro. Assim, a experiência passa a exercer uma função especial, por se preocupar com os acontecimentos do mundo, o que faz com que a verdade de uma afirmação não possa ser demonstrada, pois, nessa lógica, todo o conhecimento conquistado depende da relação existente entre aquilo que se passa na mente humana e aquilo que se coloca junto à experiência.


O CRITICISMO


Criticismo tem origem no alemão Kritizismus, representa em filosofia a posição metodológica própria dokantismo. Caracteriza-se por considerar que a análise crítica da possibilidade, da origem, do valor, das leis e dos limites do conhecimento racional constituem-se no ponto de partida da reflexão filosófica. Doutrina filosófica que tem como objeto o processo pelo qual se estrutura o conhecimento. Estabelecida pelo filósofo alemão Immanuel Kant, a partir das críticas ao empirismo e ao racionalismo.







FILOSOFIA MODERNA E SUAS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS


Filosofia moderna é toda a filosofia que se desenvolveu durante os séculos XV, XVI, XVII, XVIII, XIX; começando pelo Renascimento e se estendendo até meados do século XIX, na filosofia moderna o que chamamos de mentalidade moderna advém das transformações culturais, sociais, religiosas e econômicas que ocorreram na Europa deste período.

Os historiadores da filosofia designam como filosofia moderna aquele saber que se desenvolve na Europa durante o século XVII tendo como referências principais o cartesianismo — isto é, a filosofia de René Descartes —, a ciência da Natureza galilaica — isto é, a mecânica de Galileu Galilei —, a nova idéia do conhecimento como síntese entre observação, experimentação e razão teórica baconiana — isto é, a filosofia de Francis Bacon — e as elaborações acerca da origem e das formas da soberania política a partir das idéias de direito natural e direito civil hobbesianas — isto é, do filósofo Thomas Hobbes.

Esta filosofia possui algumas características que são conseqüências da perda de contato com as grandes sínteses surgidas no século XIII, sendo as principais as seguintes:

1Individualismo: quer dizer, a tendência a descuidar da tradição para acentuar o caráter pessoal do próprio pensamento. A filosofia medieval, caída em descrédito, é comumente ignorada ou conhecida superficialmente. Os novos filósofos não crêem que valha a pena obter conhecimentos profundos acerca de uma doutrina que todos consideram superada. Daqui a tendência a construir cada um uma síntese total desde os fundamentos, e daqui também a multiplicidade de sistemas, aliás contraditórios entre si.
Nasce desta maneira uma alteração do conceito de verdade filosófica que se contamina com o de
2Originalidade: contaminação não declarada, mas real. Concebe-se a originalidade mais como novidade que como 're-pensamento', penetração e desenvolvimento progressivo de um núcleo já discutido e aceito. A filosofia tende deste modo, a apresentar-se como uma revelaçãouma manifestação da individualidade de cada filósofo, fracionando-se nas várias 'visões de mundo', condicionadas pela capacidade engenhosa de cada personagem e de cada nacionalidade.
A originalidade da filosofia traz consigo outro caráter a mais
3A liberdade de procedimento: não somente no sentido de independência da doutrina revelada, mas também no sentido de falta de preocupação demonstrativa; as obras filosóficas dos tempos modernos têm uma forma expositiva e, frequentemente, mais que demonstrar, sugerem; mais que persuadir, sugestionam.
De tudo isso pode-se inferir que o significado, a validade das diversas sínteses da filosofia moderna não está na sua integridade de síntese, mas somente naquelas doutrinas parciais e naqueles aspectos também parciais que constituem, de fato, não um abandono, mas um estudo mais profundo e um desenvolvimento de elementos que podem enriquecer as grandes linhas da síntese filosófica realista, objetiva, verdadeira.





quarta-feira, 25 de abril de 2012

A Relevância da Filosofia na Educação


"Os homens se humanizam trabalhando juntos para fazer do mundo, sempre mais, a mediação das consciências que se coexistenciam na liberdade".
(Ernani Maria FIORI)

Mito: o que ele significa e representa no âmbito da Cultura Ocidental

O Mito é resultado de narrativas populares e se define pela oralidade na busca do sentido sobre a existência coletiva dos grupos humanos. Ao mesmo tempo, o pensamento mítico não difere da crença, já que se define como uma verdade.

Exemplo de um mito brasileiro:
Mula-sem-cabeça: mulher que teve um romance com um padre e, por isso, se transforma na noite de quinta para Sexta-Feira da Paixão num animal que galopa soltando fogo pelas narinas.

http://www.youtube.com/watch?v=Xq7BTOJMipY

Mito, é algo que criamos e se torna real somente porque queremos.
Na antiguidade existia mais Mitos e personagens que se tornaram Mitos. E hoje temos personagens que são e fazem parte do folclore regional, nacional e até mundial.



"O mito é o nada que é tudo"
(Fernando Pessoa)
Etimologicamente, a palavra grega mythos significa uma história fantástica, de origem anônima e coletiva, inventada para tentar explicar fenômenos naturais ou comportamentos existenciais, anteriormente ao avanço da filosofia e das ciências. Assim, por exemplo, o povo grego primitivo, não conhecendo a natureza do raio, descarga elétrica que cai sobre a terra durante uma tempestade, imaginou ser uma seta incandescente de Júpiter, fabricada por Vulcano, o deus do fogo, que o pai dos deuses costumava lançar contra os homens para punir alguma impiedade. O mito, pois, é uma forma simples de narrativa, que brota espontaneamente do seio de um povo em seu estágio mais primitivo, tendo algumas peculiaridades:
1) O mito é uma história fantástico-religiosa: um grande estudioso do assunto, Mircea Eliade (Mito e realidade), põe em relevo o fato de que, quase todos os mitos, são histórias sobre entes sobrenaturais que povoam a imaginação dos povos. A transcendência dos protagonistas confere à história mítica o caráter da "sacralidade". É muito profundo o vínculo que une o mito à religião, sendo um produto da outra, na maioria dos casos. A narrativa mítica apresenta uma configuração divina conforme concepções antropomórficas da natureza cósmica e da vida humana. Contrariamente ao que se costuma pensar, não é Deus que cria os homens, mas são estes que criam os deuses a sua imagem e semelhança. As divindades são projeções do inconsciente coletivo, que inventa configurações transcendentais que expressam plasticamente seus desejos e seus temores.