O RACIONALISMO
Diante das pesquisas feitas constatamos que René descartes é
considerado o pai da filosofia moderna. A presença de Descartes no cenário
moderno marca decididamente toda a história do pensamento filosófico. Ele
delimita a modernidade: o surgimento do subjetivismo como apelo ao homem
criador, denominador e conquistador da natureza – homem pensante. Descartes
afirmava que, para conhecermos a verdade, é preciso, de início, colocarmos
todos os nossos conhecimentos em dúvida, questionando tudo para criteriosamente
analisarmos se existe algo na realidade de que possamos ter plena certeza. Com
isso iniciou seu projeto perguntando-se sobre como é possível conhecer a
realidade? E sua resposta foi clara: só podemos conhecer a realidade pela razão.
A isso chamamos de RACIONALIDADE.
René Descartes (1596-1650), conhecido também como
Cartésio, tem um “pé” dentro da filosofia moderna, onde desejava encontrar um
método que não fosse o aristotélico, e que lhe permitisse um caminho para novos
descobrimentos. A matemática influiu decisivamente no método cartesiano. A
“dúvida metódica” levou à afirmação do “Penso, logo existo”. Descartes estabeleceu
algumas regras para seu método cartesiano, dentre elas encontramos a de não
admitir coisa alguma como verdadeira, desde que saiba com evidência que o é;
dividir em quantas partes for possível cada dificuldade, para assim melhor
encontrar uma solução; conduzir os pensamentos ordenando dos mais simples e
fáceis de conhecer, e gradualmente, chegar aos mais compostos; fazer
recontagens e revisões tão gerais, que chegue a estar certo de não ter omitido
nada.
O EMPIRISMO
A doutrina do empirismo foi definida
explicitamente pela primeira vez pelo filósofo inglês John
Locke no século
XVII. Locke argumentou que a mente seria,
originalmente, um "quadro em branco", sobre o qual é gravado o
conhecimento, cuja base é a sensação. Ou seja, todas as pessoas, ao nascer, o
fazem sem saber de absolutamente nada, sem impressão nenhuma, sem conhecimento
algum. Todo o processo do conhecer, do saber e do agir é aprendido pela
experiência, pela tentativa e erro. Assim, a experiência passa a exercer
uma função especial, por se preocupar com os acontecimentos do mundo, o que faz
com que a verdade de uma afirmação não possa ser demonstrada, pois, nessa lógica,
todo o conhecimento conquistado depende da relação existente entre aquilo que
se passa na mente humana e aquilo que se coloca junto à experiência.O CRITICISMO
Criticismo tem origem no alemão Kritizismus, representa em filosofia a posição metodológica própria dokantismo. Caracteriza-se por considerar que a análise crítica da possibilidade, da origem, do valor, das leis e dos limites do conhecimento racional constituem-se no ponto de partida da reflexão filosófica. Doutrina filosófica que tem como objeto o processo pelo qual se estrutura o conhecimento. Estabelecida pelo filósofo alemão Immanuel Kant, a partir das críticas ao empirismo e ao racionalismo.
Entende-se por empírico aquilo que pode ter sua veracidade ou falsidade verificada por meio dos resultados de experiências e observações. Teorias não bastam, somente através da experiência, de fatos ocorridos observados, um conhecimento é considerado pelo empirista. O empirismo causou uma grande revolução na ciência, pois graças à valorização das experiências e do conhecimento científico, o homem passou a buscar resultados práticos, buscando o domínio da natureza. A partir do empirismo surgiu a metodologia científica.
ResponderExcluirOla Sandra,
ResponderExcluirO empirismo é a sabedoria adquirida por percepções; pela origem das ideias por onde se percebe as coisas, independente de seus objetivos e significados; pela relação de causa-efeito por onde fixamos na mente o que é percebido atribuindo à percepção causas e efeitos; pela autonomia do sujeito que afirma a variação da consciência de acordo com cada momento; pela concepção da razão que não vê diferença entre o espírito e extensão, como propõe o racionalismo e ainda pela matemática como linguagem que afirma a inexistência de hipóteses.