quarta-feira, 25 de abril de 2012

A Relevância da Filosofia na Educação


"Os homens se humanizam trabalhando juntos para fazer do mundo, sempre mais, a mediação das consciências que se coexistenciam na liberdade".
(Ernani Maria FIORI)

Mito: o que ele significa e representa no âmbito da Cultura Ocidental

O Mito é resultado de narrativas populares e se define pela oralidade na busca do sentido sobre a existência coletiva dos grupos humanos. Ao mesmo tempo, o pensamento mítico não difere da crença, já que se define como uma verdade.

Exemplo de um mito brasileiro:
Mula-sem-cabeça: mulher que teve um romance com um padre e, por isso, se transforma na noite de quinta para Sexta-Feira da Paixão num animal que galopa soltando fogo pelas narinas.

http://www.youtube.com/watch?v=Xq7BTOJMipY

Mito, é algo que criamos e se torna real somente porque queremos.
Na antiguidade existia mais Mitos e personagens que se tornaram Mitos. E hoje temos personagens que são e fazem parte do folclore regional, nacional e até mundial.



"O mito é o nada que é tudo"
(Fernando Pessoa)
Etimologicamente, a palavra grega mythos significa uma história fantástica, de origem anônima e coletiva, inventada para tentar explicar fenômenos naturais ou comportamentos existenciais, anteriormente ao avanço da filosofia e das ciências. Assim, por exemplo, o povo grego primitivo, não conhecendo a natureza do raio, descarga elétrica que cai sobre a terra durante uma tempestade, imaginou ser uma seta incandescente de Júpiter, fabricada por Vulcano, o deus do fogo, que o pai dos deuses costumava lançar contra os homens para punir alguma impiedade. O mito, pois, é uma forma simples de narrativa, que brota espontaneamente do seio de um povo em seu estágio mais primitivo, tendo algumas peculiaridades:
1) O mito é uma história fantástico-religiosa: um grande estudioso do assunto, Mircea Eliade (Mito e realidade), põe em relevo o fato de que, quase todos os mitos, são histórias sobre entes sobrenaturais que povoam a imaginação dos povos. A transcendência dos protagonistas confere à história mítica o caráter da "sacralidade". É muito profundo o vínculo que une o mito à religião, sendo um produto da outra, na maioria dos casos. A narrativa mítica apresenta uma configuração divina conforme concepções antropomórficas da natureza cósmica e da vida humana. Contrariamente ao que se costuma pensar, não é Deus que cria os homens, mas são estes que criam os deuses a sua imagem e semelhança. As divindades são projeções do inconsciente coletivo, que inventa configurações transcendentais que expressam plasticamente seus desejos e seus temores.