segunda-feira, 14 de maio de 2012





MÉTODO "PEDAGOGIZADOR" E A PRÁTICA EDUCACIONAL VOLTADA PARA INTERSUBJETIVIDADE.




Conforme o material indicado sobre o “todo Pedagogizador” nota-se que o mesmo se resume a instruir, reproduzir um tipo de conhecimento que não é relevante para as reais necessidades do aluno. A ciência a ser ensinada significa submeter os conteúdos científicos a objetivos explícitos de cunho ético, filosófico, político, que darão uma determinada direção (intencionalidade) ao trabalho com a disciplina e a formas organizadas do ensino. Assim, a prática da intersubjetividade no campo da educação supera o modelo “pedagogizador” ao produzir indivíduos mais livres, autônomos, capazes de avaliar seus atos à luz dos acontecimentos, à luz das normas sociais legítimas e legitimadas pelos processos jurídicos e políticos, usando suas próprias cabeças, e tendo propósitos lúcidos e sinceros, abertos à crítica.





A prática da intersubjetividade segundo a proposta da Teoria da Ação Comunicativa permite a conciliação de dois mundos: o mundo do sistema e o mundo da vida, onde a teoria e a prática estão interligadas  através de ações concretas, numa dinâmica comunicativa entre os atores envolvidos visando novas racionalidades. Nesse sentido, um modelo de educação calcado na intersubjetividade é o mais apto para a construção de pessoas realmente esclarecidas, criativas e autônomas.  
Ao falarmos de uma educação guiada pela intersubjetividade, temos em vista a valorização social, política, econômica e ética de uma reflexão sobre os rumos da educação na complexidade das sociedades contemporâneas. Nesse sentido, a tarefa da educação é desafiar essas complexidades mediante o agir comunicativo. A educação deve contribuir significativamente com o processo de desenvolvimento do aluno a partir da interpretação e análise crítica dos fenômenos culturais do seu cotidiano, levando-os ao exercício de uma prática de saber construtivo à sua vida.
Nesse processo interpretativo crítico, o educador e os educando devem discutir aquilo que é pré-estabelecido como certo, errado, bom, ruim, melhor, pior. Nesse sentido, a filosofia passa a ser requisitada pelo seu papel crítico e cultural de reconstrução permanente da realidade, uma vez que não faz mais sentido a busca por certezas permanentes. A escola deve levar em consideração as mudanças que ocorrem na sociedade, discutindo inclusive, o modelo técnico-científico pautado pela razão instrumental, no sentido de preparar o educando para lidar com os fenômenos que dele surgem, como por exemplo, a globalização, a crise econômica e a política de mercado.





2 comentários:

  1. Olá Douglas,

    Uma educação norteada pela intersubjetividade tem aspecto de valorização social, política, econômica e ética. Portanto, a técnica da intersubjetividade no campo da educação extrapola o modelo “pedagogizador” ao tornar indivíduos mais livres, autônomos, capazes de julgar seus atos à luz dos conhecimentos, das normas sociais reais, tendo desígnios inteligentes e aberto à análise.

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  2. Isso mesmo Sandra,

    O sistema de ensino voltado para a intersubjetividade valoriza a liberdade do ser humano e direciona os mesmos para um meio social e político mais livre e autônomo.

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