MÉTODO "PEDAGOGIZADOR" E A PRÁTICA EDUCACIONAL VOLTADA PARA INTERSUBJETIVIDADE.
Conforme o
material indicado sobre o “Método
Pedagogizador” nota-se que o mesmo se resume a instruir, reproduzir um tipo
de conhecimento que não é relevante para as reais necessidades do aluno. A
ciência a ser ensinada significa submeter os conteúdos científicos a objetivos
explícitos de cunho ético, filosófico, político, que darão uma determinada
direção (intencionalidade) ao trabalho com a disciplina e a formas organizadas
do ensino. Assim,
a prática da intersubjetividade no campo da educação supera o modelo “pedagogizador”
ao produzir indivíduos mais livres, autônomos, capazes de avaliar seus atos à
luz dos acontecimentos, à luz das normas sociais legítimas e legitimadas pelos
processos jurídicos e políticos, usando suas próprias cabeças, e tendo
propósitos lúcidos e sinceros, abertos à crítica.
A prática da intersubjetividade segundo a proposta
da Teoria da Ação Comunicativa permite a conciliação de dois mundos: o mundo do
sistema e o mundo da vida, onde a teoria e a prática estão interligadas através de ações concretas, numa dinâmica
comunicativa entre os atores envolvidos visando novas racionalidades. Nesse
sentido, um modelo de educação calcado na intersubjetividade é o mais apto para
a construção de pessoas realmente esclarecidas, criativas e autônomas.
Ao falarmos de uma educação guiada pela
intersubjetividade, temos em vista a valorização social, política, econômica e
ética de uma reflexão sobre os rumos da educação na complexidade das sociedades
contemporâneas. Nesse sentido, a tarefa da educação é desafiar essas complexidades
mediante o agir comunicativo. A educação deve contribuir significativamente com
o processo de desenvolvimento do aluno a partir da interpretação e análise
crítica dos fenômenos culturais do seu cotidiano, levando-os ao exercício de
uma prática de saber construtivo à sua vida.
Nesse processo interpretativo crítico, o educador e
os educando devem discutir aquilo que é pré-estabelecido como certo, errado,
bom, ruim, melhor, pior. Nesse sentido, a filosofia passa a ser requisitada
pelo seu papel crítico e cultural de reconstrução permanente da realidade, uma
vez que não faz mais sentido a busca por certezas permanentes. A escola deve levar
em consideração as mudanças que ocorrem na sociedade, discutindo inclusive, o
modelo técnico-científico pautado pela razão instrumental, no sentido de
preparar o educando para lidar com os fenômenos que dele surgem, como por exemplo,
a globalização, a crise econômica e a política de mercado.
Olá Douglas,
ResponderExcluirUma educação norteada pela intersubjetividade tem aspecto de valorização social, política, econômica e ética. Portanto, a técnica da intersubjetividade no campo da educação extrapola o modelo “pedagogizador” ao tornar indivíduos mais livres, autônomos, capazes de julgar seus atos à luz dos conhecimentos, das normas sociais reais, tendo desígnios inteligentes e aberto à análise.
Isso mesmo Sandra,
ResponderExcluirO sistema de ensino voltado para a intersubjetividade valoriza a liberdade do ser humano e direciona os mesmos para um meio social e político mais livre e autônomo.